23 Dezembro 2005

VOCÊ NÃO ODEIA QUANDO...

Acaba o papel-higênico: com você na privada
Corta o dedo com papel
Prende seus dedos na porta
Pisam naquele seu dedão inflamado
Enfia a mão "naquela bagunça" que você chama de armário e sai com uma agulha no dedo
Quebra a unha, esquece e teima de enfiar a mão no bolso e só lembra disso com a dor
Bate o joelho, todo o dia no mesmo lugar e nunca lembra de evitar isso
Escovando os dentes, a cerda P E N E T R A em sua gengiva causando aquela dorzinha quase que celestial, chegando mesmo à cegá-lo...
Andando, torce o pé direito e logo em seguida; o esquedo
No ônibus, aquele bebum vomitado e mijado, teima em querer ser seu amigo
Seu cartão vale-transporte resolve terminar os créditos e não te avisar e o cobrador te olha com aquela cara e diz: "- poxa assim tu me ferra" e você, trabalhador honesto, pensa: "- vai se f..."
Na fila do banco, o único caixa mais ágil é o dos idosos e pessoas especiais e você, com toda a sua educação e bondade cede sua vez àquela senhorinha que está à mascar sua gengiva freneticamente passar na sua frente e se pega, contando com ela, as moedinhas de 10, do depósito de 500,00 que vai tentar fazer, isso tudo supervisionados (você e ela) pelo olhar raivoso do resto das pessoas na fila...
Aquela peste, que alguns chamam de "anjinho", chuta seu saco
Pisar na merda de cachorro, tentar limpar e escorregar numa de gente
Prender o "bilau" no zíper da calça... puxar, conseguir soltá-lo e prender o saco
Fila do Teatro do Sesi, depois de 2 horas de pé, chega o segurança e diz: "- daqui pra traiz pude i embora, num tem mais inguesso" e você faz parte do "daqui pra traiz".